CROSBY, STILLS & NASH – CROSBY, STILLS & NASH – (1969)

Janeiro 27, 2008

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    A estréia de David Crosby, Stephen Stills e Graham Nash como trio em 1969 é daqueles discos prazerosos de se escutar do início ao fim. Os caras estavam tinindo, no auge de suas habilidades musicais. Crosby vinha dos Byrds, Stills do Buffalo Springfield e Nash dos Hollies e a fama de supergrupo pode ser comprovada neste álbum onde percebe-se que talento e criatividade eram atributos que sobravam aos rapazes.

    Tudo aqui é muito bem tocado, produzido e arranjado, criando uma sonoridade acústica perfeita para o trabalho de violões e as brilhantes harmonias vocais do trio. Escutem “Suíte: Judy Blue Eyes”, “Marrakesh Express”, “Guinnevere”, “Wooden Ships”, “Helplessly Hoping” ou “Long Time Gone” e deixem-se levar por algumas das mais belas canções do universo folk/rock… Simplesmente de outro planeta!  

 Faixas: 01. Suite: Judy Blue Eyes / 02. Marrakesh Express / 03. Guinnevere / 04. You Don’t Have To Cry / 05. Pre-Road Downs / 06. Wooden Ships / 07. Lady of the Island / 08. Helplessly Hoping / 09. Long Time Gone / 10. 49 Bye-Byes 

DOWNLOAD: http://sharebee.com/cecb0e49    

 

CROSBY, STILLS & NASH – SUITE: JUDY BLUE EYES  

 

  

 

DAVID CROSBY & GRAHAM NASH - SIMPLE MAN / MARRAKESH EXPRESS  

 

  

  

 DAVID CROSBY & GRAHAM NASH – GUINNEVERE   

 

 

 

CROSBY, STILLS & NASH – YOU DON’T HAVE TO CRY

 

 

CROSBY, STILLS, NASH & YOUNG – PRE-ROAD DOWNS

 

 

CROSBY, STILLS & NASH  - WOODEN SHIPS    

 

 

 

CROSBY, STILLS & NASH – LADY OF THE ISLAND

 

 

CROSBY, STILLS & NASH – HELPLESSLY HOPING  

 

  

 

CROSBY, STILLS & NASH – LONG TIME GONE 

 

 

CROSBY, STILLS, NASH & YOUNG - 49 BYE-BYES

 


DAVID LEBÓN – DAVID LEBÓN (1973)

Janeiro 25, 2008

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    Sou um bolha fissurado no rock portenho. A sonoridade dos bons tempos, grandes músicos, toda a poética dos hermanos, versos socando o estômago da ditadura e o velho e bom rock’n’roll no sangue. Sofro desse mal desde a descoberta dos primeiros discos do Pappo’s Blues no início da década de 80. Acho que não tem cura…

    Há alguns meses achei este David Lebón de 1973, primeiro álbum solo deste versátil músico argentino e que esteve diretamente ligado aos primórdios da cena roqueira em seu país. Multiinstrumentista e cantor, contribuiu com seu talento em algumas das mais consagradas bandas do rock argentino: tocou baixo no Pappo’s Blues e Pescado Rabioso; bateria no Color Humano; teclados no Espiritu; e guitarra no La Pesada, Serú Giran, Sui Generis e Polifemo, só pra citar alguns dos projetos em que esteve envolvido.

    Nesta estréia como solista, dá pra dizer, com o perdão do termo, que Lebón quebrou o cabaço em grande estilo, mandando ver num grande disco de rock e blues. Tocando vários instrumentos em quase todas as faixas, o anfitrião Lebón recebe a visita de alguns dos ícones locais como Alejandro Medina (baixo), Charly Garcia (teclados), Black Amaya (bateria), Pedro Aznar (baixo), Isa Portugheis (bateria) e também de Norbert “Pappo” Napolitano que intitulou os temas compostos por Lebón e Liliana Lagardé e, segundo lenda, ainda tocou piano no rock “Treinta Y dos macetas”. Coisa de camarada argentino.

    O disco abre com a acústica “Hombre de mala sangre”, uma de suas mais conhecidas canções, com bela melodia e interpretação vocal primorosa. Segue com a instrumental “ Envases de todo”, onde baixo e batera criam os atalhos para uma guitarra nervosa cuspir efeitos e timbres sujos num blues rock da pesada . Mantém a pegada blues na acachapante “Dos edificios Dorados” com belo solo de guitarra e um feeling de arrepiar a alma. 

    A balada “Tema para Luis” se destaca pelo piano e vocal emocionantes e foi escrita para Luis Alberto Spinetta quando Lebón deixou o grupo Pescado Rabioso, partindo em busca de novas perspectivas musicais. A clássica “Casa de Arañas” é uma de suas melhores composições, sendo conduzida por viciantes batidas de violão e vocal tranqüilamente sereno. A blueseira segue pecaminosa em “Copado por el diablo”, desta vez com os solos de guitarra a cargo de Walter Malosetti. Divino é o mínimo. Infernal é o máximo!

    Hermanos, que belo disco! Se não fui neguinho, devo ter sido então argentino na outra encarnação. Dá-lhe River!

Faixas: 01. Hombre de mala sangre / 02. Envases de todo / 03. Dos edificios dorados / 04. Tema para Luis / 05. Nube cien / 06. Treinta y dos macetas / 07. Casas de arañas / 08. Copado por el diablo / 09. Te cubrirás de soledad

 

DOWNLOAD: http://www.badongo.com/pt/cfile/2455239 

DAVID LEBÓN – HOMBRE DE MALA SANGRE

CHARLY GARCIA / DAVID LEBÓN - DOS EDIFICIOS DORADOS

 

 

SERÚ GIRAN – 32 MACETAS

 

 

DAVID LEBÓN / PEDRO AZNAR – CASAS DE ARAÑAS

 

DAVID LEBÓN – COPADO POR EL DIABLO