COUNTRY JOE & THE FISH – TOGETHER (1968)

Abril 28, 2008

   

    Ao lado de bandas como o Grateful Dead, Jefferson Airplane, Moby Grape e Quicksilver Messenger Service, o Country Joe & The Fish sintetiza de forma absoluta o rock lisérgico que impregnava a Califórnia ensolarada dos anos 60. Liderados pelos vocalistas e guitarristas ‘Country Joe’ McDonald e Barry ‘The Fish’ Melton, estes hippies mentecaptos fizeram fama na cena psicodélica de San Francisco, ganhando notoriedade não só pelas músicas dopadas que faziam, como também pelas campanhas contra a guerra do Vietnam e a favor da liberação das drogas.

 

    Foram uma das formações mais politizadas desse movimento ácido e um bom exemplo desse engajamento advém do próprio nome do grupo, constituído de uma derivação da esquerda política: Country Joe era como chamavam popularmente Joseph Stalin nos idos dos anos 40; The Fish refere-se a Mao Tsé-Tung, que costumava ordenar para que seu exército se comportasse “como um peixe na água” diante de seu povo.

 

    Fincados na contra-cultura e calibrados com quantidades excessivas de LSD, gravaram dois álbuns em 1967: Electric Music For The Mind And Body e I Feel-Like I’m-Fixin’-To-Die-Rag. O disco a que me refiro nesta postagem é o terceiro, intitulado Together e para mim, o melhor registro da banda. Aliás, quando encontrei esta preciosidade, custei a acreditar… parecia que tinha tomado um alucinógeno. Vinil impecável, selo Vanguard (original), capa dupla, prensagem americana, uma beleza. Ao colocar a agulha na bolacha, uma esperada reação: os sulcos injetam no ar toda a química contida nesta gravação alucinada de 1968…

 

    O line-up era composto por David Cohen (piano, órgão e vocais), Barry Melton (vocal e guitarra), Joe McDonald (vocal e guitarra), Gary ‘Chicken’ Hirsh (bateria e percussão) e Bruce Barthol (baixo e vocais). É também o último registro com as participações de Hirsh, Barthol e Cohen que poucos meses após o lançamento do disco, resolveram abandonar a banda. Letras débeis e outras nem tanto, mas o que importa é entrar na onda desta turma de lunáticos.

 

   

 

    O lp abre com “Rock And Soul Music”, onde Joe McDonald narra para uma multidão histérica os ensinamentos adquiridos com o rei do soul, mandando ver num rock contagiante, celebrado com guitarras estridentes e tocado com alma e índole James Brown. “Susan” acalma os ânimos e despeja poesia ácida para todos os lados, ao passo que “Mojo Navigator” retoma a viagem insana, com órgão e guitarras abrindo as portas da alienação, cuja letra entrega: “Eu tenho um produto químico no organismo e um cérebro elétrico”… chapei!

 

    Muita tiração de sarro na cômica “Bright Suburban Mr & Mrs Clean Machine” (satirizando na caruda o cotidiano e a decadência da classe média) e na hilária “Good Guys/Bad Guys Cheer”, onde o que se escuta são apenas saudações (“Hip hip hooray”) e vaias (“Boo!”) para os bons e os maus sujeitos… é muito ácido na cabeça (risos). O sarcasmo continua em “The Harlem Song”, com diálogos burlescos narrando as desventuras de uma família em férias no pequeno distrito nova-iorquino. O deboche nas vozes de Barry e Joe, por si só, já diz tudo.

 

    “Waltzing In The Moonlight” é uma canção de espírito cigano, tocada no estilo flamenco com direito a castanholas e tudo mais, numa paródia da música latina. “Cetacean” traz um belo aparato instrumental, onde a breve letra só aparece ao final da canção: “Abra a porta e caminhe no amor. Feche a porta e você está sozinho novamente”… Só isso… nenhuma referência ao animal marinho do título. Flower Power pacas!

 

    Mas calma lá que nem tudo é ironia: há espaço para letras imbuídas de seriedade como na vigorosa “The Streets Of Your Town”, composta e cantada por Barry Melton, que resume a intolerância de se viver numa grande cidade como NY. E como não podia deixar de ser, ainda resta munição poética antibelicista no mantra “An Untitled Protest”, em clara referência à guerra do Vietnam vigente na época. Apesar desta última faixa estar encharcada de tristeza, o resto do disco é só alegria. Para ficar chapado, nem pense em fumar um baseado. Basta escutar o disco e ficar louco de tabela. Diversão garantida!

Faixas: 01. Rock And Soul Music / 02. Susan / 03. Mojo Navigator / 04. Bright Suburban Mr. & Mrs. Clean Machine / 05. Good Guys – Bad Guys Cheer / 06. The Fish Moan / 07. The Harlem Song / 08. Waltzing In The Moonlight / 09. Away Bounce My Bubbles / 10. Cetacean / 11. An Untitled Protest

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COUNTRY JOE & THE FISH – ROCK AND SOUL MUSIC

COUNTRY JOE & THE FISH – GOOD GUYS / BAD GUYS CHEER

 

COUNTRY JOE & THE FISH – AN UNTITLED PROTEST


FRANK ZAPPA – FREAK OUT! (1966)

Abril 22, 2008

    Freak Out!, disco de estréia de Frank Zappa e o Mothers of Invention, chegou às lojas em 27 de junho de 1966 como um tsunami, arrastando com fúria indomada as estruturas conservadoras da sociedade americana. Primeiro álbum duplo e conceitual gravado por uma banda de rock, trazia inovações sonoras surpreendentes como a utilização de efeitos wah wah nas guitarras (novidade absoluta na época) e a inclusão de instrumentos musicais pouco ou nada utilizados no rock até então como tuba, xilofone, cello e clarinete.

    Outra surpresa era a mistura nada convencional de gêneros musicais, fundindo rock à música concreta e empregando elementos da psicodelia, do doo-wop, do rock and roll e do blues. Um coquetel de música experimentalista, atonal e de vanguarda para descabaçar a mente dos incautos. Mas o melhor mesmo estava reservado às composições zappeanas: letras pra lá de ousadas e recheadas de sarcasmo, sátiras e piadas de vaudeville, num deboche descarado ao “american way of life” e a cultura pop. Este senso crítico ácido seria uma característica marcante no decorrer de sua brilhante carreira.  

    Uma trilha sonora devastadora, onde Zappa é o regente de uma enigmática orquestra de freaks, tendo como aliados os mentecaptos Ray Collins (vocal, gaita e percussão), Jimmy Carl Black (bateria), Roy Estrada (vocal, baixo e guitarrón) e Elliot Ingber (guitarra base e solo), todos integrantes do Mothers of Invention. Aliás, o “ of Invention ” foi uma sugestão dos executivos da gravadora MGM que achavam que o antigo nome do grupo (Mothers) pudesse ser associado ao palavrão motherfucker. Talvez fosse essa a intenção da mente subversiva do músico. Elementar meu caro Zappa…

    Dentre os músicos de apoio que participaram das gravações, estavam Eugene Di Novi, Les McCann e Mac Rebennack (piano); Neil Le Vang e Carol Kaye (guitarra); Gene Estes e Kenneth Watson (percussão); Paul Butterfield (gaita); John Rotella (clarinete e saxofone); Plas Johnson (saxofone e flauta); Kurt Reher, Raymond Kelley, Paul Bergstrom, Emmet Sargeant, Joseph Saxon, Edwin V. Beach (cello); Arthur Maebe, George Price e John Johnson (tubas); Virgil Evans (trompete); David Wells (trombone), entre outros.  

    Produzido por Tom Wilson e gravado no estúdio da MGM, Freak Out! é um marco na história da música, trazendo o habitual humor corrosivo e irreverente do músico americano, presente em todas as faixas do disco. Começa com Hungry Freaks, Daddy?” (uma canção rock com riff cavernoso, criticando a sociedade de consumo americana), segue com “I Ain’t Got No Heart” (doo-wop debochado, que Zappa dizia ser um resumo de seus sentimentos sobre as relações sexuais-sociais. Aqui, Ray Collins imita com petulância o estilo vocal de Jack Bruce, do Cream) e chega na fantástica “Who Are The Brain Police” (uma mistura “chocante” de experimentalismos e suaves melodias vocais. A letra questiona quem é a polícia do cérebro e fala como mentes e objetos podem derreter, em uma crítica feroz contra o autoritarismo).

    O álbum está repleto de “temas amorosos” assinados pelo cinismo e irreverência de mister Zappa: “Go Cry On Somebody Else’s Shoulder” (baladinha romântica com vocais debochados, sacaneando as letras repetitivas das canções de amor), “How Could I Be Such A Fool” (arranjos elaborados, sonoridade melancólica e letra sarcástica, tratando sobre desilusões amorosas), “Any Way The Wind Blows” (levada psicodélica e melodia grudenta, tirando um sarro sobre as agruras do amor eterno), “Wowie Zowie” (com vocais cômicos e ritmo contagiante, traz mais uma letra bem humorada falando sobre uma paixão bizarra) e “I’m Not Satisfield” (que revela a insatisfação amorosa de um freak desamparado, trazendo vocais empolgantes e belo trabalho instrumental da banda).

    Duas faixas essenciais são “Motherly Love” (propositalmente um tema vulgar, uma espécie de chaveco furado, embalado por uma levada viciante e guitarras e vocais precisos) e Trouble Every Day” (um r&b agressivo, de caráter político. Cita os violentos conflitos raciais deflagrados no gueto de Watts, em Los Angeles, em 1965, e os acontecimentos filtrados pela competição comercial nas emissoras de televisão).

    O experimentalismo também está presente em estado bruto nas faixas “Help I’m A Rock” (uma levada freak insana, onde vocais macabros se misturam ao instrumental intenso, criando ruídos e uma estrutura musical assustadora) e “Return Of The Son Of Monster Magnet” (que fecha o disco, ocupando o lado D inteiro do vinil. Com influências do erudito, traz uma série de diálogos e esquisitices sonoras, com participação do personagem Suzy Creamcheese, na voz de Jeannie Vassoir).

    Um disco histórico e avançado para a época, o retrato de uma obra anti-comercial que, apesar de fazer sucesso nos meios “underground” californianos, alcançou apenas a 130ª posição nas paradas. Zappa admitiria anos mais tarde que o público médio não estava preparado para assimilar e entender este e outros discos gravados por ele nos anos 60. Mesmo assim, Freak Out! foi bem recebido na Europa, principalmente na Inglaterra. Na época, fizeram algumas apresentações na América - com o habitual estilo teatral de palco e performances que interagiam com o público – e saíram na seqüência, tocando mundo afora. Era o início de uma carreira extremamente produtiva e que faria história na música contemporânea mundial. Anormal!

Faixas: 01. Hungry Freaks, Daddy / 02. I Ain’t Got No Heart / 03. Who Are the Brain Police? / 04. Go Cry on Somebody Else’s Shoulder / 05. Motherly Love / 06. How Could I Be Such a Fool? / 07. Wowie Zowie / 08. You Didn’t Try to Call Me / 09. Any Way the Wind Blows / 10. I’m Not Satisfied / 11. You’re Probably Wondering Why I’m Here / 12. Trouble Every Day / 13. Help I’m a Rock / 14. It Can’t Happen Here / 15. The Return of the Son of Monster Magnet

 

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Parte 1: http://sharebee.com/9da2fdf9 

Parte 2: http://sharebee.com/3fdfe7e9 

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ZAPPA & MOTHERS OF INVENTION – HUNGRY FREAKS, DADDY

    

ZAPPA & MOTHERS OF INVENTION – WHO ARE THE BRAIN POLICE

 

ZAPPA & MOTHERS OF INVENTION – WHO ARE THE BRAIN POLICE

ZAPPA & MOTHERS OF INVENTION – MOTHERLY LOVE

 

ZAPPA & MOTHERS OF INVENTION – HOW COULD I BE SUCH A FOOL

 

ZAPPA & MOTHERS OF INVENTION – ANY WAY THE WIND BLOWS

ZAPPA & MOTHERS OF INVENTION – I’M NOT SATISFIED

ZAPPA & MOTHERS OF INVENTION – TROUBLE EVERY DAY

  

ZAPPA & MOTHERS OF INVENTION – TROUBLE EVERY DAY

GRANDMOTHERS – HELP I’M A ROCK


FRANK ZAPPA – VIVA ZAPPA!

Abril 20, 2008

    Visionário, polêmico, louco, ousado, provocativo, sarcástico, inventivo, contestador, virtuoso, revolucionário… para defini-lo, na verdade, bastaria um só adjetivo: genial! Falar de Frank Zappa é trazer à mente o nome de um dos artistas mais importantes do século 20 e porque não, da história da música universal. E isso não é nenhum exagero! Sua morte em 1993, deixou uma lacuna irreparável na música, nas artes e no coração dos fãs.

 

    Frank Vincent Zappa nasceu a 21 de dezembro de 1940, na cidade de Baltimore, Estados Unidos, filho de uma família pobre de imigrantes italianos. Ainda garoto, começou a se interessar por música ouvindo junto com os pais discos de r&b, blues e jazz. Mais tarde, passou também a se interessar por música clássica, tendo Igor Stravinsky, Karlheinz Stockhausen e Edgard Varèse como seus compositores prediletos. Vem daí a sua adoração por estruturas musicais complexas e grandiosas.

 

    Sua primeira incursão musical se deu na adolescência, tocando percussão na Mission Bay High School, onde estudava. Em 1956, conhece Don Van Vliet (o Captain Beefheart) de quem fica amigo. Juntos tocam no obscuro grupo Blackouts, ao lado de músicos negros, escandalizando a conservadora sociedade local. Digamos que era uma espécie de aprendizado daquilo que ambos aprontariam futuramente. Em 1957, Zappa ganhou a sua primeira guitarra, adotando-a definitivamente como seu principal instrumento de trabalho. A partir daí não parou mais, articulando e desenvolvendo um estilo próprio e inovador.

 

    Durante seu percurso como músico, acumulou habilidades fenomenais através de sólida formação musical. Quando em 1964 resolveu assumir o posto de guitarrista no grupo The Soul Giants (o embrião dos Mothers), já era de fato um músico completo, tocando com aptidão vários instrumentos musicais. Compositor, cantor, multiinstrumentista, arranjador, maestro… se tornou um monstro da música, uma fábrica reprodutora dos bons sons!

 

    Enquanto esteve no Planeta Terra, Zappa construiu uma obra fenomenal e singular, tanto no que diz respeito ao aproveitamento de diversos estilos musicais, como pela imensa quantidade de discos lançados na carreira. De personalidade multivanguardista, trafegou com extrema competência e desenvoltura por inúmeras vertentes musicais: música erudita, concreta ou experimental, free jazz, jazz-rock, doo-wop, rock and roll, r&b, blues, rockabilly, rock progressivo, hard rock e tudo do que de melhor a música pudesse abrigar.

 

 

   

 

    Com seu humor corrosivo e desconcertante, era do tipo politicamente incorreto e se tornou um dos maiores críticos da sociedade moderna. Sua língua ferina cuspia ironias e sarcasmos em profusão, atingindo a tudo e a todos sem distinção: o “american way of life”, a classe média americana, as seitas religiosas, o comércio do sexo, o excessivo poder dos meios de comunicação, o sistema educacional americano, os reacionários da direita, os liberais da esquerda, os bêbados, drogados, hippies, punks, roqueiros, católicos, judeus, evangélicos, políticos, homossexuais, playboys… ufa! Era um iconoclasta irreparável.

 

    Sua música era complexa e de difícil assimilação, com muitas quebras de andamento e arranjos de outra dimensão. Extremamente exigente e perfeccionista, Zappa sempre buscou em sua obra uma sonoridade rica e irrepreensível, requerendo destreza e técnica apuradas por parte de seus músicos. Por isso mesmo, esteve continuadamente cercado por colaboradores de absoluta e inegável competência…     

 

    Captain Beefheart, Jean-Luc Ponty, Shuggie Otis, Lowell George, Roy Estrada, Elliot Ingber, Ray Collins, Don ‘Sugarcane’ Harris, Ian e Ruth Underwood, George Duke, Ansley Dunbar, Ernie Watts, Max Bennett, Jack Bruce, Napoleon Murphy Brock, Tom e Bruce Fowler, Johnny “Guitar” Watson, Terry Bozzio, Adrian Belew, Warren Cucurullo, Ike Willis, Vinnie Colaiuta, Ray White, Steve Vai, Bobby Martin, Scott Thunes, Chad Wackerman, Tommy Mars, Ed Mann e Mike Keneally, são só alguns nomes entre tantos não menos excepcionais que tocaram com ele.

 

    Ao morrer de câncer na próstata, no dia 4 de dezembro de 1993, antes de completar 53 anos, Zappa já tinha deixado seu legado para os fãs: uma discografia descomunal e impressionante, um universo estranho, povoado por personagens esquisitos e bizarros, transcritos e narrados em forma de maravilhosa complexidade musical. Nunca haverá outro músico como ele. Viva Zappa!!  

 

    Abaixo, a lista de discos oficiais de Mister Zappa. E estes são só os oficiais. Não sei se chega a tanto, mas conversando com um colecionador, ele me garantiu que se somarmos estes aos discos piratas gravados em concertos, transmissões radiofônicas e aparições na tv, o número pode chegar na casa dos 800 álbuns. Levando-se em conta que tenho pouco mais de 70 vinis do prolífero músico, penso que esta coleção eu não vou completar nunca (risos).

DISCOS OFICIAIS

 

- Freak Out!* – duplo (junho / 1966)  

- Absolutely Free* (maio / 1967)  

- We’re Only in It for the Money* (janeiro / 1968)

- Lumpy Gravy (maio / 1968)

- Cruising with Ruben & the Jets* (dezembro / 1968)

- Uncle Meat – duplo (abril / 1969)

- Hot Rats (outubro / 1969)

- Burnt Weeny Sandwich* (fevereiro / 1970)

- Weasels Ripped My Flesh* (agosto / 1970)

- Chunga’s Revenge (outubro / 1970)

- Fillmore East – June 1971 (agosto / 1971)

- 200 Motels – duplo (outubro / 1971)

- Just Another Band from L.A. (março / 1972)

- Waka/Jawaka (julho / 1972)

- The Grand Wazoo (novembro / 1972)

- Over-Nite Sensation (setembro / 1973)

- Apostrophe (‘) (março / 1974)

- Roxy & Elsewhere – duplo (setembro / 1974)

- One Size Fits All (junho / 1975)

- Bongo Fury (outubro / 1975)

- Zoot Allures (outubro / 1976)

- Zappa in New York – duplo (março / 1978)

- Studio Tan (setembro / 1978)

- Sleep Dirt (janeiro / 1979)

- Sheik Yerbouti – duplo (março / 1979)

- Orchestral Favorites (maio / 1979)

- Joe’s Garage act I (setembro / 1979)

- Joe’s Garage acts II & III – duplo (novembro / 1979)

- Tinsel Town Rebellion – duplo (maio / 1981)

- Shut Up ‘n Play Yer Guitar (maio / 1981)

- Shut Up ‘n Play Yer Guitar Some (maio / 1981)

- Return of the Son of Shut Up ‘n Play Yer Guitar (maio /1981)

- You Are What You Is – duplo  (setembro / 1981)

- Ship Arriving Too Late to Save a Drowning Witch (maio / 1982)

- The Man from Utopia (maio / 1983)

- Baby Snakes (março / 1983)

- London Symphony Orchestra, Vol. 1 (junho / 1983)

- Boulez Conducts Zappa: The Perfect Stranger (agosto / 1984)

- Them or Us – duplo (outubro / 1984)

- Thing-Fish – triplo (novembro / 1984)

- Francesco Zappa (novembro / 1984)

- The Old Masters Box One – 7 discos (abril / 1985)

- Frank Zappa Meets the Mothers of Prevention (novembro / 1985)

- Does Humor Belong in Music? (janeiro / 1986)

- The Old Masters Box Two – 9 discos (novembro / 1986)

- Jazz from Hell (novembro / 1986)

- London Symphony Orchestra, Vol. 2 (setembro / 1987)

- The Old Masters Box Three – 9 discos (dezembro / 1987)

- Guitar – duplo (abril /1988)

- You Can’t Do That on Stage Anymore, Vol. 1 – duplo (maio / 1988)

- You Can’t Do That on Stage Anymore, Vol. 2 – duplo (outubro / 1988)

- Broadway the Hard Way (outubro / 1988)

- You Can’t Do That on Stage Anymore, Vol. 3 – duplo (novembro / 1989)

- The Best Band You Never Heard in Your Life – duplo (abril / 1991)

- You Can’t Do That on Stage Anymore, Vol. 4  - duplo (junho / 1991)

- Make a Jazz Noise Here – 2 discos (junho / 1991)

 

Box Beat the Boots (julho / 1991):

- As an Am  (recorded 1981 – 1982)

- The Ark (recorded 1969)

- Freaks & Motherfu*#@%! (recorded 1970)

- Unmitigated Audacity (recorded 1974)

- Anyway the Wind Blows – duplo (recorded 1979)

- Tis the Season to Be Jelly (recorded 1967)

- Saarbrucken 1978 (recorded 1978)

- Piquantique (recorded 1973)

 

Box Beat the Boots II (junho / 1992):

- Disconnected Synapses (recorded 1970)

- Tengo Na Minchia Tanta (recorded 1970)

- Electric Aunt Jemima (recorded 1968)

- At the Circus (recorded 1978)

- Swiss Cheese/Fire! – duplo (recorded 1971)

- Our Man in Nirvana (recorded 1968)

- Conceptual Continuity (recorded 1976)

 

- You Can’t Do That on Stage Anymore, Vol. 5 – duplo (julho / 1992)

- You Can’t Do That on Stage Anymore, Vol. 6 – duplo (julho / 1992)

- Playground Psychotics – duplo (outubro / 1992)

- Ahead of Their Time (março / 1993)

- The Yellow Shark (novembro / 1993)

- Civilization, Phaze III – duplo (dezembro /1994)

 

* como Mothers of Invention

 

COLETÂNEAS PÓSTUMAS

 

- The Lost Episodes (fevereiro / 1996)

- Läther – triplo (setembro / 1996)

- Frank Zappa Plays the Music of Frank Zappa: A Memorial Tribute (outubro / 1996)

- Have I Offended Someone? (abril / 1997)

- Mystery Disc (setembro / 1998)

- Everything Is Healing Nicely (dezembro / 1999)

- FZ:OZ – duplo (agosto / 2002)

- Halloween (fevereiro / 2003)

- Joe’s Corsage (maio / 2004)

- QuAUDIOPHILIAc (setembro / 2004)

- Joe’s Domage (outubro / 2004)

- Joe’s XMASage (dezembro / 2005)

- Imaginary Diseases (janeiro / 2006)

- Trance-Fusion (outubro / 2006)

- The Making Of Freak Out! Project/Object – duplo (dezembro / 2006)

- The Making Of Freak Out! Project/Object (deluxe) – 4 discos (dezembro / 2006)

- The Frank Zappa AAAFNRAA Birthday Bundle (dezembro / 2006)

- Buffalo - duplo (abril / 2007)

- The Dub Room Special (agosto / 2007)

- Wazoo - duplo (outubro / 2007)

 

COMPILAÇÕES

 

- Mothermania: The Best of the Mothers (março / 1969)

- The **** of the Mothers (outubro / 1969)

- The Mothers of Invention (julho / 1970)

- Worst of the Mothers (março / 1969)

- The Guitar World According to Frank Zappa (junho / 1987)

- Cucamonga Years (dezembro / 1991)

- Strictly Commercial, the best of Frank Zappa (agosto / 1995)

- Strictly Genteel, a ‘classical’ introduction to Frank Zappa (maio / 1997)

- Cucamonga (fevereiro / 1998)

- Cheap Thrills (abril / 1998)

- Son of Cheep Thrills (abril / 1999)

- The Secret Jewel Box: Archives Vol. 2. FZ Original Recordings (dezembro / 2001)

- Zappa Picks by Jon Fishman of Phish (outubro / 2002)

- Zappa Picks by Larry LaLonde of Primus (outubro / 2002)