NA FREQUÊNCIA DO SOM IMAGINÁRIO

Setembro 30, 2008

    O Som Imaginário foi uma das mais importantes bandas do cenário musical brasileiro da década de 70 e ficou conhecida não só por ser o núcleo que acompanhava Milton Nascimento em seus shows e travessias pelo Brasil, como também por abrigar o músico Wagner Tiso antes de sua bem sucedida carreira solo. Dominado por músicos mineiros e cariocas, o grupo foi formado no Rio de Janeiro em 1970 e teve curta duração, gravando apenas 3 discos: Som Imaginário (1970), Som Imaginário ou A Nova Estrela (1971) e Matança do Porco (1973), todos lançados pela gravadora Odeon.

    Enquanto permaneceu na ativa, a trupe esteve ao lado não só de Milton – estreando o show “Milton Nascimento… Ah! E o Som Imaginário” em 1970 e participando de discos importantes como Milton (1970), Milagre dos Peixes (1973), Milagre dos Peixes ao vivo (1974) e o histórico Clube da Esquina (1972) – mas também como banda de apoio em álbuns e shows de Gal Costa, Taiguara, Sueli Costa e Carlinhos Vergueiro, entre outros.

    Em sua rápida trajetória, a banda alterou continuadamente seu line-up, mas sempre contou com grandes instrumentistas. Além de Wagner Tiso, passaram pelas fileiras do Som Imaginário nomes como Zé Rodrix, Tavito, Laudir de Oliveira, Toninho Horta, Nivaldo Ornelas, Naná Vasconcelos e Marco Antônio Araújo. Alguns dos seus integrantes, como o baixista Luiz Alves, já tocavam com Tiso na noite carioca. Outros membros essenciais como o batera Robertinho Silva e o guitarrista Frederyko, o Fredera, vieram do combo Impacto 8 do trombonista Raul de Souza, que fazia uma mescla de jazz, soul, funk e samba.

    Os dois primeiros álbuns do Som Imaginário seguem uma linha mais próxima do rock psicodélico, mostrando uma estética sonora pra lá de libertária. Nota-se também influências de música pop e Beatles, naturalmente. O Matança do Porco já é mais direcionado ao rock progressivo, ao erudito e ao jazz. Simplesmente um marco da música instrumental brasileira. Sintonize a frequência desta turma anárquica e faça boa viagem…

O Som Imaginário em 1970


SOM IMAGINÁRIO – SOM IMAGINÁRIO (1970)

Setembro 30, 2008

     O homônimo disco de estréia do Som Imaginário bebia da fonte do rock psicodélico, mas pinçava elementos do rock progressivo, folk e MPB, mostrando um bom-humor nas letras e total criatividade nos arranjos. Uma estrutura sonora incrementada com guitarras wah-wah, órgão sessentista, percussão matadora e o vocal de Zé Rodrix aparecendo na maior parte das músicas. O poderoso agrupamento era uma verdadeira academia da imaginação sonora: Wagner Tiso (piano e órgão), Tavito (violão), Luiz Alves (baixo), Robertinho Silva (bateria), Frederyko (guitarra), Naná Vasconcelos (percussão) e Zé Rodrix (órgão, percussão, voz e flautas).

    elepê abre com a faixa “Morse”, um  tema com riffs marcantes e a latinidade característica de Rodrix em ação. “Super God” sugere um ritmo flamenco, mas descamba mesmo pra lisergia pura, com vocal distorcido, guitarras ácidas e experimentos sonoros. “Tema dos Deuses”, de Milton Nascimento, tem participação do próprio nos vocais, num vôo mais progressivo, com breve escala no Clube da Esquina. Altas doses psicodélicas e climão paz e amor nas faixas “Make Believe Waltz”, “Sábado” e na anárquica “Nepal”… hipongas pacas. 

 

    A primeira versão de “Feira Moderna” (de Fernando Brant, Beto Guedes e Lô Borges) aparece aqui, com letra original e que depois seria modificada na versão de Beto Guedes, contida no disco Amor de Índio, de 1978. “Hey Man” é outro ponto alto do disco com uma levada contagiante e letra alfinetando o regime militar, no embalo da Copa de 70. O disco fecha com a bela “Poison”, composição de Rodrix em parceria com o cultuado músico Marco Antônio Araújo (que só lançaria seu primeiro álbum Influências, dez anos mais tarde e que morreria em 1986, em decorrência de um aneurisma cerebral). 

 

    Um disco obscuro que já mostrava a competência desta turma de cabeludos que pregava a paz e o amor livre, e acreditava em um mundo melhor… A melhor definição do ideal do Som Imaginário, está nas palavras de Milton Nascimento: “Um grupo com liberdade de pensamento político, e também sob o efeito de alguma magia, com tendência a rebeldia…” Obra fundamental da discografia nacional e que foi impressa com três capas diferentes. Bolhas de carteirinha possuem as três edições na maior felicidade

                           

  As outras capas da estréia do Som Imaginário

Faixas: 01 – Morse / 02 – Super God / 03 – Tema Dos Deuses / 04 – Make Believe Waltz / 05 – Pantera / 06 – Sábado / 07 – Nepal / 08 – Feira Moderna / 09 – Hey, Man / 10 – Poison

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DOWNLOAD: 

http://www.4shared.com/file/69071384/c563851c/Som_Imaginrio_1970_by_progrockvintage.html 

 

SOM IMAGINÁRIO – MORSE

SOM IMAGINÁRIO – SUPER GOD

SOM IMAGINÁRIO – TEMA DOS DEUSES

SOM IMAGINÁRIO – MAKE BELIEVE WALTZ

SOM IMAGINÁRIO – SÁBADO

SOM IMAGINÁRIO – FEIRA MODERNA

 

BETO GUEDES E LÔ BORGES – FEIRA MODERNA 

SOM IMAGINÁRIO – HEY MAN


SOM IMAGINÁRIO – SOM IMAGINÁRIO (1971)

Setembro 30, 2008

 

    O segundo e auto-intitulado trabalho do grupo foi lançado em 1971 e também é conhecido pelo título A Nova Estrela. Aqui a trupe já não contava com a participação do irreverente Zé Rodrix que saiu para formar o trio Sá, Rodrix & Guarabyra, definindo aquilo que viria a ser chamado de rock rural.

 

    Ainda sob a discreta liderança de Wagner Tiso, quem ganha espaço para desenvolver suas idéias anárquicas é Frederyko, que compõe vários temas, canta na maioria das músicas e faz, mais uma vez, um ótimo trabalho nos solos de guitarra. Além de Fredera e Wagner Tiso, completavam a formação os músicos Tavito (violão e guitarra), Luiz Alves (baixo) e Robertinho Silva (bateria).

 

    Mantendo as diretrizes sonoras do álbum anterior, o grupo passeia por estilos que vão do rock psicodélico ao progressivo, flertando com a MPB, o folk e a música latina. O resultado é uma nova leva de belas vocalizações e melodias bem agradáveis, com destaque para as bem-humoradas “Cenouras”, “Gogó” e “Salvação pela Macrobiótica”.  

 

    A canção “Ascenso” é outra jóia rara, com letra e arranjos brilhantes, cantada com muito sentimento por Frederyko. “Uê” também manda muito bem: “Dê meu anel, meu colar / Meus parentes vão chegar / Amanhã de manhã / Vão saber que as flores são de papel / Que o dia é de papel / E nada”… Uma levada contagiante absorvida pela atmosfera flower-power. Só escutando para entender… 

 

 Frederyko, o Fredera, em foto recente

 

    Dos três discos, este é o que menos me agrada no conjunto da obra, mas é também o que tem uma das minhas músicas preferidas do grupo, a subversiva “A Nova Estrela”. Composta por Wagner Tiso e Fredera, dava uma pista do som que seria desenvolvido no terceiro e último trabalho da banda, o progressivo Matança do Porco. A música rendeu um curta dirigido por André José Adler, que acabou representando o Brasil no Festival de Cinema de Berlim. Neste mesmo ano, o Som Imaginário acompanhou Gal Costa em seus shows pelo Brasil, tendo novamente a presença do percussionista Naná Vasconcelos em algumas das apresentações.

 

     A trupe também participou de vários shows alternativos como o Festival de Verão de Guarapari, realizado em fevereiro de 1971, no Espírito Santo, e anunciado como a versão brasileira do lendário Woodstock. Apesar das participações do Som Imaginário, Milton Nascimento e Novos Baianos, entre outros, o evento foi um estrondoso fracasso, prejudicado por uma série de fatores como a falta de planejamento dos organizadores e a infra-estrutura precária do local.  

 

    Para piorar, a Polícia Militar vetou a presença dos hippies no festival. Resultado: ao invés das 40 mil pessoas esperadas, o “espetáculo” atraiu apenas 4 mil espectadores. Foi este também o festival em que Tony Tornado deu o famoso “mosh” sobre a platéia, caindo em cima de uma espectadora e quase a deixando paraplégica. Mas vamos tratar de amenidades… Paz e amor, bicho!

 

Faixas: 01.Cenouras / 02.Você Tem Que Saber / 03.Gogó / 04.Ascenso / 05.Salvação pela Macrobiótica / 06.Uê / 07.Xmas Blues / 08.A Nova Estrela

 

DOWNLOAD:

 
SOM IMAGINÁRIO – UÊ 
 

SOM IMAGINÁRIO – A NOVA ESTRELA


SOM IMAGINÁRIO – MATANÇA DO PORCO (1973)

Setembro 30, 2008

 

    Mas a obra-prima do Som Imaginário é mesmo este terceiro e último trabalho, o fantástico Matança do Porco, lançado em 1973. Mais líder do que nunca, o tecladista, arranjador e maestro Wagner Tiso assina a maioria dos temas e desenvolve uma sonoridade que marcaria também o seu trabalho solo. Um disco conceitual que apresenta um instrumental fascinante, fundindo jazz, rock progressivo, música erudita e MPB.

 

    O line-up era composto pelos seguintes músicos: Wagner Tiso (Hammond, piano acústico e elétrico), Tavito (violão), Luiz Alves (baixo) e Robertinho Silva (bateria). O álbum conta ainda com as participações especiais de Milton Nascimento, Danilo Caymmi e dos Golden Boys. Frederyko, o grande Fredera, já havia saído da banda quando o LP foi lançado, mas os vestígios de que participou das gravações do “abate suíno” são evidentes ao se escutar os brilhantes solos de guitarra desenvolvidos no álbum. Arranjos sinfônicos muito bem elaborados, abrindo terreno para a banda fazer misérias… 

 

    Faixas como “Armina” (que combina guitarra fuzz e piano clássico de forma esplêndida), “A 3” (com Tiso criando frases no melhor estilo Kerry Minnear, do Gentle Giant), “A N° 2” (progressiva ao extremo, com um timbre de órgão sensacional e uma construção harmônica de arrepiar) ou “Mar Azul” (que agrega elementos do samba-jazz e traz Danilo Caymmi nos arpejos de flauta) mostram uma banda bem entrosada e com músicos no auge de suas habilidades.

 

    O maior destaque do disco está na faixa-título: um tema de 11 minutos que divide-se em três movimentos, onde se sobressaem as vocalizações deslumbrantes de Milton Nascimento, os agudos da guitarra de Fredera e os fraseados bem bolados de Tiso. Divinamente sublime, “A Matança do Porco” foi composta por Wagner Tiso para o filme “Os Deuses e os Mortos”, de Ruy Guerra, que concorreu às premiações do Festival de Berlim, em 1971.

 

 

Capa da reedição do Matança do Porco

    Depois deste disco, o grupo prosseguiu sua jornada por pouco tempo, promovendo novas alterações em sua formação. Robertinho Silva saiu para a entrada do baterista Paulinho Braga. Luiz Alves foi substituído pelo baixista Noveli.Tavito preferiu trabalhar sua carreira solo e cedeu lugar ao grande Toninho Horta. O saxofonista Nivaldo Ornelas, que já havia participado da banda em 1970, também foi reagrupado. 

    Com esse conjunto, gravaram o álbum “Milagre dos Peixes – ao vivo”, creditado a Milton Nascimento e ao Som Imaginário, em 1974. Frederyko ainda retornaria à banda, antes do seu fim precoce, em meados de 1976. Menos mal que o intercâmbio entre os músicos continuou nos anos seguintes. Não é difícil encontrar alguns deles participando de discos de Wagner Tiso ou Milton Nascimento, por exemplo. Fredera, Tavito, Toninho Horta, Nivaldo Ornelas e a maioria de seus integrantes, também gravaram seus registros individuais. Mas o certo é que O Som Imaginário, como banda, nunca mais gravou qualquer outro material … infelizmente!

  

    Para quem se interessou em adquirir esses discos, a EMI lançou em 1997 uma caixa luxuosa contendo os três cds da banda. Como não foram produzidas muitas cópias, o box simplesmente desapareceu das lojas rapidamente e hoje é um produto difícil de ser encontrado. Em 2003, a EMI soltou no mercado vários títulos remasterizados, no rastro das comemorações de 100 anos de Odeon no Brasil. Um dos relançamentos foi justamente o Matança do Porco que, provavelmente, ainda deve estar em catálogo. Básico! 

 

Faixas:

01. Armina  / 02. A 3 / 03. Armina (vinheta 1) / 04. A N° 2 / 05. Matança do Porco / 06. Armina (vinheta 2) / 07. Bolero / 08. Mar Azul / 09. Armina (vinheta 3)

 

DOWNLOAD:

http://www.4shared.com/file/63874850/408fdb8/1972-Matana_do_Porco.html

senha: houseofprog  

 

SOM IMAGINÁRIO – ARMINA

 

 

SOM IMAGINÁRIO – A3

SOM IMAGINÁRIO – A N° 2

SOM IMAGINÁRIO – ARMINA (VINHETA 2) + BOLERO

SOM IMAGINÁRIO – MAR AZUL + ARMINA (VINHETA 3)


KASHMERE STAGE BAND – TEXAS THUNDER SOUL: 1968-1974 (2006)

Setembro 11, 2008

 

    Para apreciadores da black music que se acabam no instrumental sofisticado de combos como Jb’s, Mandrill, War, Soul Seven ou Nite-Liters, o caminho da perdição segue nesta direção: Kashmere Stage Band, uma big band negróide que conduzia um jazz-funk poderoso, sobrecarregado de instrumentos de sopro e com o groove pesando uma tonelada. Para entender a saga desta cultuada banda de colégio que praticamente se tornou profissional, é preciso reportar ao início dos anos 60, nos Estados Unidos, mais precisamente ao extremo norte da cidade de Houston, no Texas.

 

     É ali o berço da Kashmere High School, célebre escola secundarista norte-americana e uma das tantas que dispõe do tradicional ensino musical em sua grade curricular. Localizada no gueto Kashmere Gardens e freqüentada predominantemente por alunos negros e de baixa condição social, se notabilizou em fomentar o talento de seus pupilos para que pudessem seguir carreira nas asas da música. Meta que por sinal, seguia uma disciplina rígida, incluindo participações da banda do colégio em acirrados campeonatos musicais. Essas bandas escolares levavam o nome de “stage bands” e as disputas eram chamadas de “batalhas”. Uma prática repleta de rivalidade que se tornou freqüente à partir do início dos anos 60 e se estendeu até metade dos anos 80.

 

     Mas não era só a musicalidade de seus prodígios alunos que diferenciava a Kashemere High School das outras agremiações. Seu principal trunfo estava nas orquestrações do educador musical Conrad O. Johnson - vulgo “Prof” para os seus séquitos. Profundo conhecedor do jazz e das ramificações da música negra, Johnson era um mestre exigente que comandava a mão de ferro o aprendizado musical de seus pupilos. Entre seus artifícios, o desenvolvimento de arranjos pra lá de elaborados e a inclusão de solos virtuosos nas instrumentações, suficientes para desbancar a concorrência que não chegava nem perto dessa eficácia. O resultado é que durante os anos que esteve à frente da instituição, Johnson ganhou com o seu coletivo de alunos, nada menos que 42 das 46 “batalhas” disputadas entre 1969 e 1977. Não tinha pra ninguém…  

 

 Conrad O. Johnson

 

     Apesar do amadorismo inicial, o objetivo de Johnson era transformar a Kashmere Stage Band em uma banda profissional e o próximo passo nesse sentido, começava a ser maquinado… Dono do selo Kram Records, Johnson passou a gravar discos com a sua trupe e não demorou muito para criar um culto em torno do nome da banda. Ao todo, foram registrados oficialmente 8 álbuns entre 1968 e 1978, a saber: Our Thing (69), Bumper-To-Bumper Soul (69/70), Thunder Soul (70/71), Zero Point (71/72), Kashemere Live ‘73 (73), Plays Originals (74), Out Of Gás – But Still Burning (74) e Expo ’75 – Concert Tour Japan/Okinawa (75), todos poderosamente fantásticos… E raros, já que a tiragem de cada disco não passava das mil cópias e a distribuição era praticamente amadora. Hoje existem as reedições, mas as edições originais alcançam a média de 500 dólares cada. 

 

     Este disco que estou disponibilizando é uma coletânea chamada Texas Thunder Soul 1968-1974 lançada em 2006, contendo uma seleção de faixas explosivas, takes alternativos e músicas inéditas, além de um disco bônus gravado ao vivo e que nunca havia sido lançado. Não tem música ruim… Versões instigantes e energéticas para clássicos como “Ain’t No Sunshine” de Bill Withers, “Take Five” de Paul Desmond, “Scorpio” de Dennis Coffey, “Thank You (Falettinme Be Mice Elf Agin)” de Sly And Family Stone, “Super Bad” de James Brown, “Do Your Thing” e “Shaft” de Isaac Hayes, além de outras maravilhas como All Praises”, “Headwiggle”, Thunder Soul”, “Burning Spear”, “Boss City” e “Zero Point”.

 

     Uma verdadeira orquestra black power fazendo uma combinação jazz/soul/funk de responsa, mostrando muita energia e vitalidade. Arranjos sensacionais, ora sincronizados, ora repletos de duelos e improvisos, combinando solos de metais virtuosos, linhas de baixo bem desenhadas, pianinho e órgão na medida black, instrumentos de percussão calibrados, uma bateria marcante que dava o beat característico do funk, além de solos de guitarras que quando surgem, mostram garras afiadas. Um groove pesado com uma qualidade sonora que transcedeu o som feito por outras bandas colegiais e até mesmo por bandas profissionais, levando a trupe a excursionar não só pelos Estados Unidos, como também por toda a Europa e Japão.  

 

O combo Kashmere Stage Band 

 

     Depois da saída de Johnson da escola no final dos anos 70, a banda de colégio mais funk da história encerrou suas atividades e poucos de seus integrantes seguiram uma carreira de destaque no circuito musical. Em fevereiro deste ano, após um recesso de 30 anos, os membros da Kashmere Stage Band se reuniram para um concerto no auditório da escola, com o intuito de prestar uma justa homenagem ao seu grande líder e fundador, Conrad O. Johnson. A apresentação (com a presença do mestre) foi filmada e vai virar um documentário dirigido por Mark Landsman. E como o destino vive pregando suas peças, dois dias depois deste histórico acontecimento, a morte carregou Johnson, aos 92 anos de idade. Palmas para o mestre que deixa seu legado para futuras gerações e que agora fará regências em companhia celestial…

 

 

*Músicos: Ricky Adams (saxofone), Arthur Armstrong (saxofone), Johnny Brown (saxofone), Geraldine Calhoun (baixo), Andrei Carriere (guitarra), Paul Chevalier (guitarra), James Cleveland (trombone), Dorothy Compton (percussão), Lionel Cormier (saxofone), Gerald Curvey (bateria), Patricia Davis (vocal), Ronnie Davis (trompete), Michael Dogan (baixo), Timothy Dunham (saxofone), Lawrence Foster (trombone), Samuel Frazier (trompete, tamborim), Grady Gaines (saxofone), Roy Garcia (guitarra), Craig Green (baixo, bateria), Morris ‘Sonny’ Hall (congas), Dwight Harris (trombone), Ray Harris (bateria), James “Ham” Jackson (saxofone), Leo Jackson (trompete), Michael “Mike Dee” Johnson (trompete), Audrey Jones (trompete), Jesse Jones, Jr. (saxofone), Samuel Jones (trombone), Sheila Jordan (vocal), Hilton Joseph (saxofone), Johnny Lewis (bateria), Henry Marks (bateria), Thaddeus McGowen (saxofone), Bruce Middleton (flauta,saxofone), George Miller (vocal, saxofone), Diane Moore (french horn), Harold Morris (saxofone), Cloyce Muckelroy (trompete), Alva Nelson (órgão, piano elétrico, saxofone), Glennie Odoms (saxofone), Larry Phillips (saxofone), Shirley Ploucha (french horn), Leon Polk (trompete), Johnny Reason (guitarra), Sherman Robertson (guitarra, pandeiro), Earl Spiller (guitarra), Byron Starling (trombone), Roy Taylor (saxofone), John C. Thomas (trompete), Wilmon Toran (saxofone), Clyde Walker (vocal, saxofone), Jimmie “J.J.” Walker (trombone), Bruce White (saxofone), Elray Wiseman (trompete), Byron Wooten (trompete), Henry Robinson (bateria), Naomi James (piano), Linda Wiseman (percussão), Elmer Glover (bongos) e Katherine Lambert (percussão).

 

 

DOWNLOAD: *Retirado por motivos de força maior, se é que vocês me entendem… Mas baixar pra quê? Esse é um blog de colecionador… Comprem logo essa belezinha que tá tudo certo (risos).

 KASHMERE STAGE BAND – KASHMERE

 

KASHMERE STAGE BAND – SCORPIO

DENNIS COFFEY – SCORPIO

JAMES BROWN – SUPER BAD

 

 

SLY & THE FAMILY STONE – THANK YOU (FALETTINME BE MICE ELF AGIN)

ISAAC HAYES – SHAFT

ISAAC HAYES – DO YOUR THING

 

BILL WITHERS – AIN’T NO SUNSHINE

PAUL DESMOND & DAVE BRUBECK – TAKE FIVE