Músicos: Allan Holdsworth (guitarra), Jeff Berlin (baixo) e Chad Wackerman (bateria), além das participações de Jack Bruce (vocal nas faixas B2 e B3), Paul Williams (vocal na faixa A2), Paul Korda (vocais) e Joe Turano (vocais).
Produção: Allan Holdsworth
Capa: Tom Nikosey (ilustração) e Laura LiPuma (direção de arte)
Gênero: Jazz Fusion / Jazz Rock
Selo: Warner Bros. / 23959-1
Prensagem:
Lado A: 01. Three Sheets to the Wind / 02. Road Games / 03. Water on the Brain – Pt. II
Lado B: 01. Tokyo Dream / 02. Was There? / 03. Material Real
ALLAN HOLDSWORTH – 3 SHEETS TO THE WIND (1986)
ALLAN HOLDSWORTH – ROAD GAMES
ALLAN HOLDSWORTH – ROAD GAMES (1984)
ALLAN HOLDSWORTH – WATER ON THE BRAIN – PT. 2
ALLAN HOLDSWORTH – WATER ON THE BRAIN – PT. 2 (2009)
Músicos: Allan Holdsworth (guitarra elétrica, guitarra acústica e violino), Alphonso Johnson (baixo), Alan Pasqua (piano) e Narada Michael Walden (bateria).
Produção: Creed Taylor
Gênero: Jazz Fusion / Jazz Rock
Selo: CTI Records / CTI 6068
Prensagem:
Lado A: 01. Good Clean Filth / 02. Floppy Hat / 03. Wish / 04. Kinder
Lado B: 01. Velvet Darkness / 02. Karzie Key / 03. Last May / 04. Gattox
Estava agora mesmo escutando este Velvet Darkness de 1976, primeiro disco solo de Allan Holdsworth, guitarrista britânico de técnica invejável e estilo inovador. Considerado um dos responsáveis pela renovação da linguagem harmônica na guitarra, concebeu belos trabalhos em sua carreira solo e por onde passou deixou rastros de sua genialidade. Foi assim nos grupos Tempest, Soft Machine, Gong e UK ou ainda em trabalhos com músicos de primeira grandeza como Jean-Luc Ponty, Tony Williams e Bill Bruford, entre outros.
Rock progressivo, jazz-rock ou fusion… não importa: quando o assunto é originalidade, criatividade e técnica, Allan Holdsworth é membro cativo no rol dos mestres das seis cordas. Exímio solista e construtor de concepções harmônicas cabulosas, influenciou grandes feras do instrumento como Joe Satriani, Steve Vai, Eddie Van Halen e Yngwie Malmsteen… virtuosidade aqui, é a cura para todo mal.
Neste primeiro registro solo de 76, Allan Holdsworth tece seus solos de guitarra acompanhado por um trio talentoso e experiente: Alphonse Johnson (baixo), Alan Pasqua (piano) e Narada Michael Walden (bateria). O resultado é um trabalho bem acessível – leia-se aí, sem nenhuma punheta fusion dissonante estéril -, com espertas concepções harmônicas e melodias agradáveis de se escutar do início ao fim. Quer prova? Aperte o play ou coloque a agulha no vinil… boa viagem!
Difícil não se deixar envolver com as boas vindas de “Good Clean Filth” ou com a faixa-título, ambas trazendo fraseados individuais suingados e contagiantes. Há espaço para o lirismo e a beleza nas faixas “Floopy Hat”, “Kinder” e “Last May”, onde nota-se uma textura acústica brilhante e dedilhados que lembram maravilhas ao estilo “Sleep Dirty” de Frank Zappa. Técnica sem tédio e mergulho na corrente jazz-fusion nas faixas “Wish” e “Gattox”, com nítida influência de Jeff Beck e seu revolucionário disco Blow by Blow de 1975. Em “Karzie Key” Holdsworth manda bem até no violino, seu instrumento de iniciação na música nos tempos de adolescência.
Disco muito bom, levando-se em conta que o guitarrista não teve o tempo que julgava necessário para dar o acabamento final à gravação. Parece que o lançamento do disco não contou com o aval de Holdsworth, justamente por ter que entregá-lo às pressas para a gravadora, por força de um contrato. Tivesse a chance de lapidar melhor o trabalho, chegaria próximo à perfeição atingida em discos como “I.O.U.” (1980), “Metal Fatigue” (1985) ou “One of Kind” (1979) com Bill Bruford, Jeff Berlin e Dave Stewart. Mas isso é só a senha para futuras postagens…
Para terminar, Frank Zappa em 1978 definiu Allan Holdsworth em uma única frase: “O melhor guitarrista do universo”. Se foi Deus quem disse, então não dá pra discutir…