SINISTER VINYL COLLECTION: JOHN LEE HOOKER & CANNED HEAT – BOOGIE WITH HOOKER N’ HEAT (S/D)

Janeiro 19, 2012

Artista: John Lee Hooker & Canned Heat

País: United States 

Álbum: Boogie with Hooker n’ Heat (2 Lps / compilação)

Ano de lançamento: sem data

Músicos: John Lee Hooker (guitarra e vocal), Bob “The Bear” Hite (vocal), Alan “Blind Owl” Wilson (slide guitar, harmônica e vocal), Henry “Sunflower” Vestine (guitarra), Larry “The Mole” Taylor (baixo) e Adolfo “Fito” De La Parra (bateria).

Produção: sem créditos

Gênero: Rock / Blues / Blues Rock / Boogie Rock / Electric Blues / Psicodelia

Selo: Disques Festival / ALBUM 202

Prensagem: France

Lado A: 01. Dust My Broom / 02. When Things Go Wrong

Lado B: 01. Dimples / 02. Hobo Blues / 03. I Love You Honey / 04. I’m In The Mood / 05. Crawling King Snake Blues

Lado C: 01. Sweet Sixteen / 02. I’d Rather Be The Devil

Lado D: 01. No Shoes / 02. Tupelo / 03. Whiskey & Wimmen / 04. Boogie Chillun’ / 05. Boom Boom

CANNED HEAT – DUSTY MY BROOM

JOHN LEE HOOKER – DIMPLES

JOHN LEE HOOKER – HOBO BLUES (1965)

JOHN LEE HOOKER – I LOVE YOU HONEY

JOHN LEE HOOKER – I’M IN THE MOOD

JOHN LEE HOOKER – CRAWLING KING SNAKE BLUES

CANNED HEAT – I’D RATHER BE THE DEVIL

JOHN LEE HOOKER – NO SHOES

JOHN LEE HOOKER – TUPELO (1960)

JOHN LEE HOOKER – WHISKEY & WIMMEN

JOHN LEE HOOKER – BOOGIE CHILLUN’

JOHN LEE HOOKER – BOOM BOOM


SINISTER VINYL COLLECTION: CANNED HEAT – BOOGIE WITH CANNED HEAT (1968)

Janeiro 19, 2012

Artista: Canned Heat

País: United States 

Álbum: Boogie with Canned Heat

Ano de gravação / lançamento: 1967 / 1968

Músicos: Bob “The Bear” Hite (vocal), Alan “Blind Owl” Wilson (slide guitar, harmônica e vocal), Henry “Sunflower” Vestine (guitarra), Larry “The Mole” Taylor (baixo) e Adolfo “Fito” De La Parra (bateria), além da participação de Sunnyland Slim (piano na fx. A-5).

Produção: Dallas Smith

Capa: John Cline

Gênero: Rock / Blues / Blues Rock / Boogie Rock / Electric Blues / Psicodelia

Selo: Liberty / LST-7541

Prensagem: United States

Lado A: 01. Evil Woman / 02. My Crime / 03. On the Road Again / 04. World in a Jug / 05. Turpentine Moan / 06. Whiskey Headed Woman No. 2

Lado B: 01. Amphetamine Annie / 02. An Owl Song / 03. Marie Laveau / 04. Fried Hockey Boogie

Resenha e vídeos: CANNED HEAT – BOOGIE WITH CANNED HEAT (1968)


SINISTER VINYL COLLECTION: CANNED HEAT – CANNED HEAT (1967)

Janeiro 19, 2012

Artista: Canned Heat

País: United States 

Álbum: Canned Heat

Ano de gravação / lançamento: 1967

Músicos: Bob “The Bear” Hite (vocal), Alan “Blind Owl” Wilson (slide guitar, harmônica e vocal), Henry “Sunflower” Vestine (guitarra), Larry “The Mole” Taylor (baixo) e Frank Cook (bateria).

Produção: Cal Carter

Design: Gabor Halmos / direção de arte: Woody Woodward / fotos: Gary Greenberg

Gênero: Rock / Blues / Blues Rock / Boogie Rock / Electric Blues / Psicodelia

Selo: Liberty / LBL 83059E

Prensagem: United Kingdom

Lado A: 01. Rollin’ and Tumblin’ / 02. Bullfrog Blues / 03. Evil Is Going On / 04. Goin’ Down Slow / 05. Catfish Blues

Lado B: 01. Dust My Broom / 02. Help Me / 03. Big Road Blues / 04. The Story of My Life / 05. The Road Song / 06. Rich Woman

Resenha e vídeos: CANNED HEAT – CANNED HEAT (1967)


CANNED HEAT: A FASE DE OURO DOS REIS DO BOOGIE

Dezembro 16, 2008

    E o Canned Heat? Que banda sensacional! Uma agremiação idolatrada pelos hippies e que em plena onda psicodélica californiana, propagava o seu mais profundo amor pelo blues. Fundada em 1965 por Bob Hite e Alan Wilson – dois obsessivos colecionadores de discos de blues e admiradores inveterados do estilo -, esta trupe de Los Angeles ganhou fama mundial depois das incendiárias participações nos festivais de Monterey e Woodstock no final dos anos 60. 

    Blueseira de alta combustão, seu nome foi retirado de uma velha canção escrita por Tommy Johnson, em 1928, chamada “Canned Heat Blues”. A letra falava sobre um alcoólatra desesperado que, em meio à Lei Seca, misturava Sterno (um gel combustível feito de álcool desnaturado e utilizado para aquecer alimentos) à sua bebida, visando atingir o efeito etílico desejado. Designação propícia para a inflamável combinação de blues, rock, boogie e psicodelia que seria deflagrada pela banda americana a partir de sua configuração.

 

    Desde o seu surgimento, o combo passou por várias alterações no seu line-up, sempre empunhando a bandeira do blues e tendo como referenciais os grandes inovadores do gênero como John Lee Hooker, Muddy Waters, Howlin’ Wolf, Elmore James, B.B. King, Albert King e Buddy Guy. Mesmo com a morte de três de seus membros originais, o Canned Heat permanece na ativa em pleno século 21, agora sob a liderança do baterista mexicano Adolfo “Fito” de la Parra, um dos integrantes da formação clássica.

 

    Do quinteto que marcou a fase tradicional, apenas “Fito” de La Parra e o baixista Larry Taylor sobreviveram aos abusos dos anos 60 e 70. Alan Wilson partiu para outro plano, ainda em 1970, após ingerir uma dose letal de barbitúricos. De temperamento depressivo, as evidências indicam um aparente suicídio, mas é um assunto que sempre gerou controvérsias. O frontman Bob Hite morreu em 1981, depois de uma apresentação em Los Angeles, vítima de um ataque cardíaco, acelerado pelo seu intenso consumo de drogas. Em 1997, foi a vez do guitarrista Henry Vestine que ao final de uma turnê européia, morreu de insuficiência cardíaca e respiratória num hotel de Paris.

 

     Tragédias à parte, a blueseira altamente contagiante praticada pelo Canned Heat ultrapassou décadas e pode ser apreciada no compasso dos mais de 30 álbuns lançados a partir de 1967. Como sou um bolha camarada, selecionei para o blog os primeiros álbuns do grupo, englobando o período com a formação clássica. Portanto, acendam a chama do blues e sigam o percurso desta banda que é, indisfarçavelmente, uma das prediletas da casa.  

 

TOMMY JOHNSON – CANNED HEAT BLUES

 


CANNED HEAT – CANNED HEAT (1967)

Dezembro 16, 2008

    A estréia discográfica do Canned Heat veio em grande estilo, um mês após a sua aparição no Monterey Pop Festival. Um evento realizado entre os dias 16 e 18 de junho de 1967, recheado de atrações sensacionais: Big Brother and the Holding Company, Country Joe and the Fish, Al Kooper, Animals, Electric Flag, Quicksilver Messenger Service, Steve Miller Band, Moby Grape, Byrds, Jefferson Airplane, Booker T. & the M.G.s, Otis Redding, Ravi Shankar, Blues Project, Buffalo Springfield, The Who, Jimi Hendrix Experience, Grateful Dead, Butterfield Blues Band, The Mamas & the Papas… Fico imaginando a alegria que seria assistir essa turma no auge de suas carreiras. Sorte de quem estava lá!   

 

    Buenas, devaneios à parte, o auto-intitulado debut do Canned Heat é um registro fabuloso e apresenta uma das principais características da trupe: o resgate cultural e histórico do blues, através de inovadoras versões para velhos clássicos do estilo. Sob o comando do frontman Bob Hite (vocal, gaita) e do polivalente Alan Wilson (guitarra, piano, harmônica, vocais), a banda transita na essência do blues rural do Delta do Mississippi e dispara até o blues urbano de Chicago e Detroit, mandando ver no cruzamento explosivo do blues-rock com el boogie terrible.

 

    Completam o quinteto o guitarrista Henry Vestine (ex-membro do Mothers of Invention e que fora despedido por Zappa por causa do uso contínuo de drogas), o baixista Larry Taylor (ex-Moondogs e que já havia sido músico de apoio para Jerry Lee Lewis, Chuck Berry e os Monkees) e o baterista Frank Cook (que vinha de experiências jazzísticas, tocando ao lado de nomes como o baixista Charlie Haden e o trompetista Chet Baker).  

 

Alan Wilson e Bob Hite, no comando das ações do Canned Heat 

 

    Destrinchando as raízes do blues, o álbum traz versões envenenadas para os clássicos “Rollin’ And Tumblin” (Muddy Waters), “Dust My Broom” (Robert Johnson/Elmore James), “Evil Is Going On” (Willie Dixon) e ‘Help Me” (Sonny Boy Williamson ll), entre outros temas tradicionais. A dupla de guitarristas Henry Vestine e Alan Wilson transborda perfeita harmonia, combinando slide e solos distorcidos embriagantes. Wilson aproveita a deixa para demonstrar todo o seu domínio na harmônica, provando porque se tornou ao longo da história, um dos grandes nomes do instrumento. Escutem “Goin’ Down Slow” (St. Louis Jimmy Oden) e comprovem. Quem também está tinindo é Bob Hite, que toma de assalto o ambiente sonoro com sua voz rasgada e cheia de energia, cantando a maioria das canções.

 

    Outras faixas de destaque são as famigeradas “Catfish Blues” (Robert Petway) e “Bullfrog Blues” (William Harris) em adaptações contendo improvisos e inovações rítmicas bem interessantes, o que valorizou o trabalho e fez com que o álbum fosse recebido de braços abertos até mesmo pelos mais conservadores e puristas do blues da época. Tenho o vinil original inglês, mono, lançado pelo selo Liberty. Não vendo, não troco e não empresto. É de estimação!

 

    Detalhe: a polêmica capa mostra o quinteto ao redor de uma mesa, consumindo um coquetel a base de Sterno. Como já foi dito, Sterno é um combustível em gel feito de álcool desnaturado. Sua composição química envolve basicamente etanol, metanol, água e um óxido anfotérico gelificante. Uma solução que se for dissolvida em água, torna-se uma bebida altamente perigosa. Consumida pela população mais pobre, esteve associada a várias mortes na América em décadas passadas, a maioria por causa do envenenamento por metanol. Depois dessa, vou tomar uma dose de Jack Daniel’s e já volto…

 

Faixas: 01. Rollin’ And Tumblin’ / 02. Bullfrog Blues / 03. Evil is Going On / 04. Goin’ Down Slow / 05. Catfish Blues / 06. Dust My Broom / 07. Help Me / 08. Big Road Blues / 09. The Story Of My Life / 10. The Road Song / 11. Rich Woman

 

CANNED HEAT – ROLLIN’ AND TUMBLIN’

 

 

RORY GALLAGHER - BULLFROG BLUES

 

CANNED HEAT – EVIL IS GOING ON

LIGHTNIN’ HOPKINS – GOIN’ DOWN SLOW

CANNED HEAT - CATFISH BLUES

HOWLIN’ WOLF – DUST MY BROOM

CANNED HEAT – HELP ME

CANNED HEAT – BIG ROAD BLUES

CANNED HEAT – THE STORY OF MY LIFE

CANNED HEAT – THE ROAD SONG

CANNED HEAT – RICH WOMAN


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