ALMENDRA – ALMENDRA (1969)

    Mantendo a vibe hermana, um grupo altamente recomendado é o Almendra, pioneiro na cena roqueira argentina ao lado de Los Gatos e Manal. Formado em 1967, possuía no seu line-up dois dos maiores guitarristas argentinos de todos os tempos: Luis Alberto Spinetta e Edelmiro Molinari. A cozinha, muito bem guarnecida, ficava a cargo de Emilio Del Guercio (baixo) e Rodolfo García (bateria).

    Gravaram dois álbuns homônimos muito bons em 1969 e 1970 e depois a banda se desfez. Emilio e Rodolfo fundaram o Aquelarre; Spinetta criou o lendário Pescado Rabioso; e Edelmiro Molinari – depois de formar vários trios – acertou a mão no Color Humano mandando ver no mais puro hard rock. No final dos anos 70, o Almendra voltou à cena para realizar alguns shows e nesse revival gravaram mais 3 discos: Almendra en Obras I, El Valle Interior e Almendra en Obras II, todos de 1980. 

     Agora mesmo estou escutando o primeiro álbum de 1969, dominado por temas introspectivos e reflexivos, num misto de tristeza e esperança… emocionante pacas. Tanto as poesias de autoria de Spinetta (ele assina 7 das 9 faixas do disco), quanto as melodias e os arranjos instrumentais e vocais deflagrados pelo quarteto argentino, são de uma beleza ímpar e só contribuem para torná-lo um dos melhores discos de rock portenho de todos os tempos.

    Para acompanhá-los nessa empreitada foram chamados músicos que simplesmente debulham na condução de seus instrumentos: Santiago Giacobbe (órgão), Alicia Varadi (harpa), Bernardo Stalman (violino), Simon Zlotnik (viola), Carlos Pompeyo (flauta), José Bragato (violoncelo), Walter Cironi (fagote), Gustavo Bergalli (trompete), Alberto Misrahi (clarinete), MarioTenreyro (corno, um instrumento da família do oboé), Rodolfo Mederos (bandoneón), Tito Mariano (percussão) e o escambau. Tudo tocado com muita técnica e sentimento, criando uma atmosfera pra lá de comovente.

    Clássicos como “Muchacha (Ojos De Papel)”, “Plegaria para un niño dormido”, “Color Humano” e “Ana no duerme” fizeram a cabeça dos hermanos, criando uma absoluta identificação do público com a banda. O reflexo disso é que dois meses após seu lançamento, o disco já havia vendido mais de 20 mil cópias na Argentina.

    Quando escutei o play pela primeira vez, confesso que também fui pego de jeito. Entre tantas maravilhas sonoras, o destaque fica por conta da música “Fermin” com uma das letras e melodias mais belas que já ouvi no rock portenho, onde um tema triste narra a história de um pobre louco em busca da felicidade… 

    Pegando carona na capa desenhada por Spinetta, diria só uma coisa: dá pra chegar as lágrimas. Imperdível!

Faixas: 01. Muchacha (Ojos de Papel) / 02. Color Humano / 03. Figuración / 04. Ana no duerme / 05. Fermín / 06. Plegaria para un niño dormido / 07. A estos hombres tristes / 08. Que el viento borró tus manos / 09. Laura va

Sinister Vinyl Collection: ALMENDRA – ALMENDRA (1969)

ALMENDRA – MUCHACHA (OJOS DE PAPEL)

LUIS ALBERTO SPINETTA – MUCHACHA (OJOS DE PAPEL)

ALMENDRA – COLOR HUMANO

ALMENDRA – COLOR HUMANO

ALMENDRA – FIGURACIÓN

LUIS ALBERTO SPINETTA – ANA NO DUERME

ALMENDRA – FERMIN

ALMENDRA – FERMIN

ALMENDRA – PLEGARIA PARA UN NIÑO DORMIDO

ALMENDRA – A ESTOS HOMBRES TRISTES

LUIS ALBERTO SPINETTA – A ESTOS HOMBRES TRISTES

ALMENDRA – QUE EL VIENTO BORRÓ TUS MANOS

ALMENDRA – LAURA VA

LUIS ALBERTO SPINETTA – LAURA VA

4 Responses to ALMENDRA – ALMENDRA (1969)

  1. Erick diz:

    Qual a senha para abrir o arquivo?

  2. sinistersaladmusikal diz:

    Tá lá Erick. Tenta de novo que agora vai.
    Abraço.

  3. Cara, seu blog é matador! E o Almendra foi sem dúvida uma grande descoberta!Irei correr atrás de mais maravilhas dos hermanos…
    Abraços!

  4. sinistersaladmusikal diz:

    Valeu, grande Lucas. Adoro esse disco do Almendra. Classe que você tenha gostado. Tem outras bandas fantásticas nesse universo do rock portenho. Qualquer hora eu tomo juízo e falo também sobre los discos de Pappo’s, Pescado Rabioso, Invisible, Crucis, Color Humano, La Maquina de Hacer Pajaros, Sui Generis, El Reloj e por aí vai.
    Abração.

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